quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Tendências de Marketing de Conteúdo para 2020

Tendências de Marketing de Conteúdo para 2020

Inegavelmente, o Marketing de Conteúdo já faz parte da realidade das estratégias de grandes empresas que querem atrair público interessado e gerar conversões.

Ao longo dos últimos anos, novas propostas para essa prática foram aplicadas, fazendo surgir diferentes maneiras de criar conteúdo.

O constante estudo sobre as tendências de Marketing de Conteúdo, mais uma vez, abre novas perspectivas, dessa vez para o ano de 2020, que já se aproxima!

As novidades já podem ser observadas e, certamente, muitas delas marcarão a forma de fazer conteúdo e implementar estratégias daqui em diante.

Preparamos uma seleção com as principais tendências que prometem se tornar fatos no próximo ano. Algumas já foram testadas, enquanto outras têm tudo para crescer.

Continue a leitura e entenda por que vale a pena ficar de olho nessas tendências!

Conteúdo gerado pelo usuário

O consumidor 4.0 é um perfil técnico que descreve para quem as marcas direcionam seus produtos e ações de marketing atualmente. Essas pessoas são exigentes e querem muito mais do que um bom produto ou preços competitivos.

Elas querem serviços de ponta, atendimento de destaque e desejam também ser parte da marca, ou seja, ter uma relação de maior proximidade.

Esse tem sido o principal ponto de partida para a prática de empresas que aproveitam conteúdos gerados pelo próprio usuário para usar em sua estratégia.

A relação é simples: por meio de campanhas, marcas estimulam o público a gerar esses conteúdos, que podem ser texto ou vídeo, para posteriormente usá-los dentro de uma estratégia de Marketing de Conteúdo.

Há algumas vantagens principais, como o aumento do engajamento, que vem por meio da mobilização para criar e também por quem consome esse conteúdo. O público gosta de participar e de também interagir com esses materiais.

Além disso, há muito menos trabalho e investimentos nessa prática, uma vez que os conteúdos são gerados pelo próprio público da marca.

Manutenção da crescente dos vídeos

Falar de Marketing de Conteúdo é, automaticamente, pensar em blog posts, ou seja, textos. Por mais que esse formato seja tradicional, o vídeo é sempre muito forte e chama bastante atenção do público, até mesmo combinado com estratégias de blog.

conteúdo em vídeo nos textos

Ao longo do último ano, cresceu bastante o uso desse formato em estratégias de conteúdo e, diante disso, a tendência é que siga o consumo.

Pesquisas recentes apontaram que 80% dos consumidores alternam suas pesquisas básicas de texto com vídeos antes de tomar uma decisão de compra. Por isso, se complementares ou não aos blog posts, é inegável que não se pode abrir mão desse tipo de mídia nas estratégias.

A propósito, o apelo visual que os vídeos têm são fortes e justificam o motivo desse aumento de consumo.

Para 2020, marcas devem seguir apostando firme nessa possibilidade, especialmente em conteúdos de fundo de funil. A etapa de decisão precisa ser mais incisiva, já que o consumidor está pronto para realizar a conversão.

Se tratando de produtos, vídeos que mostram o uso e as funcionalidades são uma ótima ideia para os conteúdos de decisão.

Estratégias de voz e áudio

Voz e áudio tomaram conta das estratégias em 2019. Por mais que o uso tenha sido amplo, foi ainda um ano de afirmação e testes para estratégias de diferentes perspectivas.

A aceitação foi boa, as pessoas têm os recursos para pesquisar e receber conteúdo de áudio, então é muito provável que a exploração de conteúdo adequado a esses formatos seja forte para 2020.

conteúdo em áudio

Pensando em SEO, se torna fundamental adaptar conteúdos escritos para que eles estejam mais facilmente detectáveis por algoritmos do Google.

O marcador schema é uma ferramenta fundamental e que ajuda a rankear melhor. Assistentes inteligentes como os da Apple e Amazon são as ferramentas que permitem que as pesquisas por voz estejam em uma crescente natural.

Agora, pensando em conteúdo por áudio, a realidade atual também indica grande crescimento para 2020, especialmente quando pensamos no formato para podcasts. Só no Brasil, o aumento de consumo desse tipo de mídia foi de 67%.

O aumento da receptividade é importante para que haja essa exploração da plataforma como base para conteúdos de empresas que interessem ao público. O importante é criar conteúdo relevante e que entregue valor a quem escuta.

Realidade aumentada

A aplicação da realidade aumentada em diferentes estratégias de Marketing Digital tem sido recorrente nos últimos tempos. Simples filtros do Instagram, por exemplo, mostram como essa é uma tecnologia cada vez mais acessível e que nem todos percebem que fazem uso.

Por conta dessa maior acessibilidade, hoje se torna mais viável pensar em realidade aumentada em conteúdos.

Um dos exemplos que mais fazem sucesso é o da IKEA: por meio de um app, a loja permite que o consumidor, usando a câmera do celular, projete a imagem de um móvel em qualquer cômodo de sua casa.

É com esse tipo de uso que o Marketing de Conteúdo pode aproveitar tecnologia para dar suporte a diferentes conteúdos, ajudando a ilustrar produtos ou simular experiências.

A tendência é que em 2020, cada vez mais empresas estejam de olhos abertos para as diferentes possibilidades de inserir a realidade aumentada em suas estratégias.

Assim como nos vídeos, os conteúdos que mais se valerão desse recurso são aqueles de fundo de funil. Projetar uma realidade com o suporte de recursos digitais pode ser determinante para gerar a decisão que a empresa deseja.

Menos conteúdo superficial e mais qualidade

Os resultados positivos que o Marketing de Conteúdo gera às empresas é também um fator convidativo para que haja o excesso.

Afinal, se funciona, por que não apostar intensamente nessa estratégia? Isso não seria um problema, só que muitas empresas optam por produzir muito, mas com pouca qualidade e com abordagens superficiais e que trazem pouco valor ao público.

Pouco a pouco, especialmente por conta do entendimento de que os algoritmos do Google estão mais rigorosos, empresas têm deixado de pensar em volume em prol de qualidade.

O público tem desejos bem específicos e quer tê-los traduzidos em bons conteúdos. A partir disso, marcas têm pensado em desenvolver conteúdos que atendam somente ao que é desejado.

Com isso, tentar destrinchar ao máximo um tema e gerar vários conteúdos superficiais dele não é mais interessante. Uma das tendências de Marketing de Conteúdo para 2020 é gerar conteúdos aprofundados e, a partir deles, trabalhar em estratégias de rankeamento, para atrair, e de disparo, para levá-los aos seus contatos usando estratégias como o email marketing.

Live streaming

As lives têm tomado conta da internet e, não importa a ocasião, há sempre um público fiel e engajado a fim de assistir a um conteúdo interessante, educativo e que envolva.

Uma pesquisa recente realizada pela plataforma Vimeo apontou que 80% dos usuários ouvidos afirmaram que preferem assistir a uma live do que ler um blog post. Mais do que um simples conteúdo em vídeo, se trata de uma transmissão ao vivo e que ainda permite interações.

As lives estão disponíveis em várias plataformas: YouTube, Facebook e Instagram, entre as principais.

É cada vez mais comum ver influenciadores adotando esse recurso, mas também cresce o número de marcas que usam o espaço para educar, compartilhar momentos internos, mostrar eventos e gerar fontes de engajamento poderosas e com grande poder de atração.

Diante de números tão positivos, é fácil perceber que o live streaming é um dos modelos que serão uma das tendências de Marketing de Conteúdo para 2020.

A comunicação é direta, o vídeo é uma possibilidade sempre atrativa e o público pode consumir conteúdo interessante que ainda o permite interagir e tirar dúvidas.

Conteúdos ultrassegmentados

O ano de 2019 marcou a busca por estratégias de conteúdo que fossem mais próximas ao seu consumidor. Empresas entenderam que a prioridade deveria ser responder às demandas principais de sua audiência, gerando conteúdos que fossem capazes disso.

Na prática, houve um crescimento da ultrassegmentação, o que marcou o fortalecimento das relações com o público.

O grande diferencial que marcará essa proposta como uma das principais tendências de Marketing de Conteúdo para 2020 é o mecanismo de entendimento das dores da persona.

De maneira quase que “artesanal”, marcas farão pesquisas com nichos cada vez mais limitados, para ter o entendimento, em detalhes, do que eles buscam como informação.

A partir disso, a produção de conteúdo será focada em segmentações bastante reduzidas e afuniladas, porém com grande capacidade de entrega de qualidade.

Como resultado, o consumidor conseguirá os conteúdos que procura, com respostas precisas aos seus questionamentos.

Esses conteúdos, por serem tão qualificados, são melhor rankeados, ainda que a procura não seja tão alta em volume. O Google tem priorizado esse tipo de material, especialmente pelo fato de serem dedicados e terem uma entrega precisa ao que a audiência busca.

Produzir conteúdos correlatos para gerar autoridade

A autoridade de um site é um importante fator de rankeamento de páginas que o Google impõe.

Ao pensar em Marketing de Conteúdo, alcançar essa boa avaliação é algo extremamente necessário e que tem sido visto de forma estratégica por empresas, cada vez mais.

A melhor forma de alcançar a autoridade é criar funis completos de conteúdo capazes de serem correlatos.

Se seu blog é sobre tênis de corrida, o mais adequado é que todos os posts dele tenham relação direta um com o outro. Quanto mais esses posts forem próximos, de assuntos distintos, mas dentro de um universo, melhor avaliado o contexto geral estará.

Atualmente, algoritmos não consideram somente um post para rankeá-lo, mas sim em que realidade estão incluídos.

É preciso ter esse tópico, ou seja, o assunto dos seus conteúdos, bem-definidos e criar os posts a partir dessa espinha dorsal.

Você pode criar um ótimo material sobre bons tênis de corrida, seguindo o exemplo, mas eles não serão bem rankeados se estiverem em um site de notícias gerais.

A tendência é aderir a isso e melhorar essa contextualização. Só é considerado autoridade aquele blog que se mostra especialista no assunto e, a partir dele, gera conteúdos de qualidade em um contexto amplo e que proporciona credibilidade ao leitor.

Aumento dos investimentos em Marketing de Conteúdo

Pode parecer algo simples, mas que aponta como será cada vez mais complexo ter uma boa estratégia em 2020: os investimentos em Marketing de Conteúdo vão aumentar e isso pode ser considerada uma das tendências principais para o próximo ano.

Tantas diferentes maneiras de gerar conteúdo, em diferentes plataformas, dão ainda mais visibilidade a esse caminho.

investimentos em Marketing de Conteúdo vão aumentar

Com mais empresas investindo, o natural é que haja mais competitividade e concorrência para liderar rankings e ter conteúdos melhor posicionados no Google.

Em contrapartida, como você viu algumas vezes ao longo deste conteúdo, aumenta cada vez mais a exigência por qualificação no que é produzido. Em meio a tantos concorrentes, esse é o diferencial que pode levar ao próximo nível!

Empresas que querem se manter visíveis e atrativas às suas respectivas audiências precisam seguir investindo e, naturalmente, aumentar seu orçamento para os conteúdos.

No entanto, não dá para levar isso como estratégia principal para ganhar terreno na web. Conteúdos bem rankeados precisam atender a muitos parâmetros para realmente terem o devido alcance.

Conteúdo pago

Já se perguntou se seu público pagaria por um conteúdo mais detalhado, amplo e qualificado?

Muitas pessoas consideram realmente investir em algo que seja educativo, principalmente se responder aos seus questionamentos.

Essa pode ser uma ótima forma de agir em duas frentes fundamentais: capitalizar e, por meio do conteúdo, educar para futuras conversões.

É praticamente como uma venda antes da venda principal, em um formato que já tem sido explorado amplamente por empresas de diversos segmentos.

E-books, videoaulas, cursos e outros formatos mais detalhados e grandes chamam atenção dos consumidores e proporcionam transações, ainda que de menor porte, mas que são muito interessantes.

conteúdo pago por meio de cursos

O conteúdo pago tem tudo para se destacar e ser uma das tendências de Marketing de Conteúdo mais inovadoras de 2020, mas lembre-se: só se trata realmente de uma estratégia de conteúdo se o material puder ser incluído no funil e, de fato, educar e preparar o consumidor para as conversões principais.

Para quem deseja se destacar por meio das tendências de Marketing de Conteúdo que trarão resultado em 2020, este post traz uma lista completa e certeira. Comece desde já a fazer seu planejamento de marketing considerando essas possibilidades!

E, se você quer alavancar sua estratégia de conteúdo, não deixe de falar com um de nossos consultores! Agende agora mesmo um bate-papo.

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Tendências de Marketing de Conteúdo para 2020 publicado primeiro em https://rockcontent.com/

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Pré-história, industrial, renascentista e iluminista: as quatro eras do SEO

Pré-história, industrial, renascentista e iluminista: as quatro eras do SEO

Ao olhar o título deste artigo, talvez você tenha se assustado: “será que vou ter que voltar para as aulas de história da escola”!?

Calma, não é bem isso!

Estamos aqui para falar das quatro eras do SEO, que podem ser divididas em quatro períodos: pré-história, industrial, renascentista e iluminista.

Essa retomada histórica mostra como se deu a evolução do mercado de SEO até o momento que vivemos hoje, em que a inteligência do algoritmo entende até as intenções de busca dos usuários e prevê seus comportamentos.

Até chegar a esse momento, porém, as estratégias de otimização e a tecnologia do Google já mudaram bastante. Podemos perceber que essa evolução é impulsionada por alguns fatores, como:

  • as mudanças de tecnologia;
  • as mudanças no comportamento de busca;
  • as práticas de black hat.

Sempre que há mudanças nesses fatores, há uma reação dos buscadores para oferecer uma melhor experiência ao usuário. A popularização dos smartphones, por exemplo, mostrou ao Google que o algoritmo de busca deveria priorizar os sites responsivos nos resultados da busca.

O uso de keyword stuffing, outro exemplo, fez com que os buscadores adotassem novos critérios de classificação dos sites.

E, sempre que o Google atualiza seu algoritmo, o mercado de SEO se movimenta para adaptar as estratégias ao que o buscador deseja. Se keyword stuffing não funciona mais, por exemplo, os sites precisam focar na produção de conteúdos relevantes com uma linguagem natural.

São essas engrenagens que fazem o SEO evoluir e passar pelas quatro eras que vamos analisar neste artigo. Quer saber mais sobre a história da otimização para mecanismos de busca? Então, acompanhe agora:

A pré-história do SEO: surgimento dos buscadores e do black hat

Era uma vez a World Wide Web. Criada na década de 1990 por Tim Berners-Lee, ela consistia em uma coleção de documentos interligados por meio de links e URLs. Com o passar dos anos, ela passou a agregar milhares de páginas, com uma infinidade de informações.

Começava aí a pré-história do SEO. À medida que a quantidade de informações na web aumentava, crescia também a necessidade de organizar as páginas no ambiente virtual. Afinal, elas se tornaram fonte de pesquisa para as pessoas no mundo inteiro.

Com isso, surgiram os primeiros mecanismos de busca. Eles organizavam as páginas na mesma lógica de catálogos impressos: em ordem alfabética ou por assunto.

Enquanto a quantidade de links ainda era baixa, era fácil um site aparecer por lá: bastava se cadastrar nos índices. Porém, as coisas começaram a ficar mais complexas quando a criação de sites se popularizou.

Foi aí que um importante ator desse mercado entrou em cena: Larry Page e Sergey Brin lançaram o Google em 1998.

O buscador chegou ao mercado de buscas com uma inovação: o PageRank, um algoritmo que classificava os sites com base em diferentes critérios para mostrar sempre os melhores resultados nos primeiros lugares.

O mecanismo rastreava os links e indexava as páginas a partir de palavras-chave identificadas no seu código e conteúdo. Depois, vinha o grande diferencial do algoritmo: o rankeamento do site baseado na sua relação com outros sites da web.

A lógica era a mesma dos trabalhos acadêmicos: quanto mais um autor é referenciado, mais qualidade e credibilidade ele tem. Assim também era com as páginas: à medida que recebem mais links, elas aumentam sua relevância para os usuários.

Assim, os sites começaram a perceber quais estratégias deveriam adotar para aparecer nas primeiras posições do Google. Dois fatores eram o foco nessa primeira era do SEO: palavras-chave e backlinks.

O trabalho de SEO técnico era responsável por inserir o maior número de palavras-chave possível nas meta tags, especialmente as meta keywords, que o Google considerava para a indexação.

Além disso, elas também entravam repetidamente no conteúdo da página — inclusive com práticas maliciosas, como o uso de palavras-chave na mesma cor do fundo da página, o que só servia para ludibriar o robô do buscador.

A busca por links externos também abrangia algumas práticas um tanto questionáveis. Alguns backlinks surgiam naturalmente, porque o conteúdo da página era bom e merecia ser referenciado.

Mais comum, porém, era colocar links em todos os lugares possíveis, como diretórios de sites e caixas de comentários de blogs e portais de notícias, mesmo quando eles não tinham qualquer relevância naquele espaço.

Outra prática mais ousada era a criação de “fazendas de links” (link farms), que não tinham outro conteúdo senão links para outras páginas.

Ao perceber essas práticas, o Google reagiu. Assim, a pré-história do SEO estava com os dias contados.

A era industrial do SEO: guinada para uma busca mais personalizada

A era industrial do SEO começa marcada pelas reações do Google ao black hat, na intenção de qualificar o sistema de indexação e rankeamento. 

O buscador adotou medidas contra as práticas maliciosas que prejudicam a experiência do usuário. Keyword stuffing (excesso de palavras-chave) e link farms (fazendas de links), por exemplo, foram combatidos com atualizações no algoritmo, que penalizaram os sites que adotavam essas práticas.

Fonte: Quora

Além disso, o Google qualificou o PageRank. Agora, em vez de considerar apenas a quantidade de backlinks que uma página recebia, ela passou a analisar também a sua qualidade.

Portanto, não adiantava mais conseguir o maior número possível de backlinks — era preciso buscá-los em sites de qualidade, com autoridade, conteúdo relevante e a confiança do Google.

Com essas mudanças, os sites precisaram se adaptar. O SEO não focava mais no excesso de palavras-chave ou no uso de meta keywords (que logo deixariam de ser um dos fatores de rankeamento).

O SEO deixava de ser tão técnico e passava a focar na produção de conteúdos relevantes para o público. Os conteúdos, então, passaram a ser produzidos em “escala industrial” e se proliferaram — em muitos casos, sem qualquer planejamento ou propósito.

Apesar da produção desenfreada, começava assim um primeiro movimento das estratégias de SEO focadas nos usuários. Afinal, é para atender as necessidades deles — e não dos robôs de busca — que os sites existem.

Além disso, a busca por links externos passou a ser direcionada pela qualidade, não mais pela quantidade. Assim, os sites procuravam produzir conteúdos relevantes que merecessem ser linkados, além de criar parcerias com outros sites confiáveis para gerar backlinks.

As mudanças da era industrial entram também no contexto de uma transformação no comportamento dos usuários. Em uma época em que a web se populariza e os veículos tradicionais de comunicação se retraem, o conteúdo online ganha força.

Cada vez mais as pessoas usam a internet para pesquisar informações, consumir conteúdos em texto, foto e vídeo e se relacionar com outras pessoas. Por isso, os sites passam a entregar conteúdos mais qualificados, que informam, educam ou entretêm o público.

Os mecanismos de busca também passam a ser cada vez mais usados, como um oráculo que responde as dúvidas do dia a dia.

De olho nesses novos comportamentos, o Google dá os primeiros passos na transformação da busca em algo individual e personalizado. O usuário que buscasse por um restaurante, por exemplo, veria resultados adequados à sua localização e ao seu histórico de buscas e de navegação.

Afinal, os resultados que são mais importantes para ele (e aparecem nas primeiras posições) podem não ser para outro usuário.

Além disso, o Google adota o conceito de busca universal: qualquer conteúdo que estivesse na web poderia ser encontrado ali, independentemente do seu formato.

Assim, a busca passou a apresentar resultados do Google Imagens, Google Notícias, Google Acadêmico, YouTube, Google Maps, Google Shopping, entre outras verticais do buscador.

Os buscadores estavam preparados, então, para apresentar resultados mais personalizados e diversificados e, assim, entregar as melhores respostas para cada pessoa.

A era industrial do SEO, portanto, representou uma guinada do SEO técnico e das práticas de black hat para as estratégias focadas nos usuários. Mas elas ainda tinham muito a evoluir.

A era renascentista do SEO: foco na experiência do usuário

Se a era industrial foi uma guinada para uma busca mais personalizada, a era renascentista representa um amadurecimento do olhar para o usuário com foco na sua experiência completa de busca.

Os usuários ficaram mais exigentes com os sites e com os buscadores. A web já não é algo novo: eles já estão habituados a navegar pelas páginas, interagir nas redes sociais e buscar qualquer informação.

Agora, eles querem respostas rápidas e exatas para o que procuram, e o Google já se tornou um assistente pessoal para auxiliar em qualquer dúvida.

Nesse contexto, o buscador inicia alguns movimentos para fornecer respostas mais rápidas. O Google Suggest, por exemplo, surgiu para ajudar os usuários a definir a palavra-chave que estão buscando.

Google Suggest

O Google Instant passou a exibir os resultados enquanto o usuário digitava o termo de busca, e o Knowledge Graph entregava respostas prontas ali mesmo na SERP.

Knowledge Graph

Outras iniciativas do Google marcaram também a era renascentista do SEO: a definição da velocidade e da responsividade das páginas como fatores de rankeamento.

Afinal, se os usuários estão tão exigentes, eles precisam encontrar rapidamente o que desejam nos sites e navegar facilmente em qualquer dispositivo, especialmente nos smartphones, que se popularizaram.

A intenção do Google, com essas medidas, é melhorar a experiência de busca dos usuários. O buscador quer que eles encontrem rapidamente as melhores respostas para o que buscam, independentemente se, para isso, terão que acessar um site ou não.

Então, o desafio estava lançado para os sites e suas estratégias de SEO. Não bastava mais pensar em SEO técnico, conteúdos relevantes e link building — era preciso pensar em tudo isso junto para construir a melhor experiência para o usuário nas páginas do site.

Para a estrutura, os sites precisaram melhorar a velocidade das páginas, criar sites responsivos, usar URLs amigáveis, investir em usabilidade e adotar uma arquitetura de navegação simples e lógica.

Os conteúdos se tornaram mais planejados e estratégicos. Eles passaram a ser orientados pelas dúvidas do público, com palavras-chave que os usuários realmente usariam para tirar suas dúvidas (“como fazer…”, “o que é…”), inclusive com termos de cauda longa para fugir da concorrência.

O link building deixou de olhar apenas para quantidade e qualidade de backlinks para estabelecer parcerias com sites dentro do mesmo mercado, que fossem relevantes para o público.

Mas, mais que ter um site bem estruturado, criar bons conteúdos e ter bons backlinks, os sites precisavam oferecer tudo isso em uma experiência positiva para o usuário. Essa é a marca da era renascentista do SEO.

A era iluminista do SEO: dados e inteligência artificial

Enfim, chegamos ao iluminismo do SEO — a era da razão acima da fé, dos dados acima dos achismos e da inteligência das máquinas acima das crenças humanas.

O foco continua sendo o usuário. Oferecer a melhor experiência de busca, com respostas rápidas e precisas, é o grande objetivo do Google e dos sites. Portanto, a evolução do SEO caminha no sentido de melhorar continuamente essa experiência.

E a tecnologia está aí para isso. O buscador já adotou soluções de inteligência artificial no seu algoritmo para, por exemplo, entender a linguagem humana nos conteúdos dos sites e nos termos de busca.

A inteligência das máquinas também é capaz de prever comportamentos de busca e aprender quais são os resultados mais relevantes para cada pessoa.

Isso aumenta a necessidade de os sites trabalharem com a linguagem semântica. O que isso significa? Se o Google é capaz de entender a linguagem humana, ele entende os significados e os contextos dos termos.

Por isso, os sites podem (e devem!) usar uma linguagem natural, com sinônimos e palavras relacionadas — não mais a palavra-chave exata repetidamente —, que tornem a leitura mais agradável para o visitante do site.

Além disso, o big data é outra marca importante da era iluminista do SEO. A quantidade de dados gerados atualmente é enorme e pode ajudar os sites a criarem estratégias mais precisas.

Foi-se o tempo em que não se sabia qual tipo de conteúdo era capaz de engajar mais ou gerar mais leads, por exemplo. Hoje basta abrir o Google Analytics e o Google Search Console (entre outras várias ferramentas de analytics e SEO) para saber isso.

Com esses dados, você não dá mais tiros no escuro. Essas ferramentas dão vários insights sobre quais caminhos as estratégias de SEO devem tomar, quais palavras-chave devem ser usadas e como tornar as páginas mais eficientes para o negócio.

Portanto, a tomada de decisões não deve mais ser baseada em achismos enquanto os dados fornecem informações precisas.

Nessa era, o mercado de SEO já amadureceu bastante. Black hat ainda existe? Sim. Produção de conteúdo desenfreada e sem propósito ainda existe? Sim. Mas cada vez mais os sites percebem a importância da experiência do usuário.

Agora, a inteligência artificial e o big data vêm para qualificar ainda mais as estratégias para atender a essa demanda.

O futuro do SEO: jornadas de busca, descobertas e pesquisa visual

Agora, fica a pergunta: qual será a próxima era do SEO? Um mercado em constante transformação não vai parar de evoluir. Novas tecnologias, novas mudanças de comportamento e novas estratégias de otimização vão surgir para caracterizar uma nova era.

Para entender o que vem por aí, é interessante analisar o que o próprio Google falou, em seu aniversário de 20 anos, sobre o futuro das pesquisas.

Primeiramente, o buscador prevê uma mudança de “respostas” para “jornadas de busca”. Isso parte da compreensão de que uma busca acontece sempre dentro de um contexto, que o buscador chama de jornada.

É isso que acontece, por exemplo, quando um aluno está estudando para uma prova e faz várias pesquisas. Assim, o acesso rápido a buscas recentes de assuntos relacionados é um exemplo de como o Google pretende atender a essa demanda.

O Google também prevê a mudança das consultas para as descobertas, ou seja, para uma forma de encontrar respostas mesmo sem consultas. Por meio da inteligência artificial, o buscador pode ser capaz de entender os interesses dos usuários, prever as suas buscas e sugerir respostas para perguntas que ele sequer fez ainda.

Por fim, o Google prevê ainda uma mudança do texto para uma forma mais visual de fazer buscas.

O buscador anunciou que está redesenhando o Google Imagens para ajudar os usuários a encontrarem informações mais facilmente, apenas usando imagens, sem necessidade de digitar um termo de busca.

Portanto, uma nova era do SEO pode estar se desenhando por esse caminho.

Enfim, gostou de conhecer as quatro eras do SEO que contam a história desse mercado? Ao saber tudo o que os buscadores e os profissionais de SEO passaram nos últimos anos, você consegue tomar melhores decisões nas suas estratégias atuais.

E vale ressaltar: SEO está em constante evolução. Não pense que vamos ficar para sempre na era iluminista: basta surgir uma nova tecnologia ou acontecer uma mudança de comportamento para que o mercado se movimente. E você precisa estar sempre de olho para atualizar suas estratégias!

Agora, se você quer entender melhor como fazer SEO na era atual, leia o nosso guia completo de SEO para conquistar as melhores posições do Google!

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domingo, 22 de dezembro de 2019

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Key opinion leader vs. influenciadores digitais: qual a melhor aposta para sua estratégia?

Key opinion leader vs. influenciadores digitais: qual a melhor aposta para sua estratégia?

Pessoas que ocupam algum cargo de gestão dentro do Marketing precisam encontrar formas de investir melhor os recursos disponíveis para o setor, certo?

Na prática, isso significa tomar decisões acertadas, escolhendo as estratégias mais adequadas para que a empresa atinja os objetivos definidos durante o planejamento.

Uma dessas definições pode estar relacionada à dúvida entre investir em key opinion leaders (também conhecidos como formadores de opinião) ou em influenciadores digitais para potencializar o alcance das suas ações de Marketing Digital.

Afinal, na era da transformação digital cada escolha pode fazer uma grande diferença no resultado final.

Então, que tal entender melhor qual é a aposta ideal entre essas duas opções para o sucesso da sua estratégia? A seguir, vamos abordar:

Confira!

 

Qual a importância da presença digital para as empresas?

Antes de nos aprofundarmos nas características dos key opinion leaders e dos influenciadores, além das diferenças entre os dois profissionais, é essencial entender a importância da sua marca ser relevante nos cenários digitais.

Sem uma presença nessas plataformas, a tendência é que a sua empresa não seja vista como referência no mercado.

Dessa forma, é fundamental investir em estratégias para promover a sua marca e garantir que ela se torne uma autoridade dentro do segmento de atuação.

Não à toa, técnicas como o Marketing de Conteúdo são utilizadas por mais de 67% das empresas ouvidas pelo Content Trends 2019, e o objetivo de 72,5% delas com a adoção dessa estratégia é o reconhecimento de marca.

Outra forma muito comum de divulgação e promoção da marca no cenário digital são as redes sociais, utilizadas por 96,2% dos usuários que estão na internet, de acordo com o Social Media Trends 2019.

O relatório mostra também que pouco mais da metade das empresas entrevistadas acreditam que o benefício mais importante dessa estratégia é a divulgação da marca.

Ou seja, a maioria das empresas adota diferentes métodos com um principal objetivo em comum: fortalecer a presença digital das suas marcas.

Porém, além desses dois exemplos que citamos, existem inúmeras formas de realizar esse trabalho. Uma delas, que se mostra muito eficiente, é utilizar o alcance e a presença de um key opinion leader ou de um influenciador digital.

 

O que é um key opinion leader?

O termo key opinion leader (KOL) — que pode ser traduzido como formador de opinião — pode até soar pouco usual para você. Porém, provavelmente um profissional desse ramo já impactou em alguma decisão que você tomou.

Seja para comprar um produto, seja para contratar um serviço ou até mesmo saber mais a respeito da reputação de uma marca ou produto, o KOL já impactou a sua opinião.

Mas, na prática, o que essa sigla significa? Nada que a sua tradução já não indique: uma referência sobre determinado assunto ou segmento, ou seja, um formador de opinião.

Utilizando esse reconhecimento de determinado público para se firmar como autoridade sobre o tema, esse profissional costuma avaliar e recomendar — ou não — a compra de um produto, por exemplo.

Portanto, a partir da sua experiência sobre um assunto e o reconhecimento e presença que apresentam dentro de determinado nicho, o objetivo é ajudar o consumidor a encontrar uma resposta neutra, imparcial e embasada para o que ele procura.

Ou seja, orientar o público a partir das suas próprias experiências vividas com uma empresa e/ou produto.

Apesar desse profissional ter ganhado ainda mais reconhecimento nas plataformas digitais, essa função já é utilizada há muito tempo pelos consumidores para coletar mais informações sobre alguma coisa que estejam interessados.

Rapidamente as empresas perceberam que a opinião de alguma referência no assunto pode influenciar a decisão dos consumidores.

Um profissional geralmente muito utilizado para recomendar produtos é o dentista. A Colgate, por exemplo, sempre utiliza esses profissionais em seus comerciais, e por muito tempo a frase “a marca nº 1 em recomendação dos dentistas” fazia parte das suas peças de publicidade.

O objetivo é claro: influenciar a decisão do consumidor com a opinião de quem é referência no assunto.

propaganda colgate

Porém, quando as empresas levam esses formadores de opinião para os seus anúncios, a parcialidade pode ser questionada e nem sempre levada a sério pelos consumidores.

Um estudo da Nielsen mostra que 92% dos consumidores confiam mais na recomendação feita por um key opinion leader — de maneira mais natural — do que em uma propaganda ou anúncio.

Quem pode ser um formador de opinião?

Na prática, qualquer pessoa com desenvoltura e experiência sobre determinado assunto pode se tornar um formador de opinião.

Porém, nem todos têm as habilidades necessárias para cativar o público e ganhar sua confiança. Professores, jornalistas, apresentadores de televisão, atores, enfim, qualquer pessoa que domine e seja referência em um assunto pode se tornar um KOL.

Atletas também são um exemplo de key opinion leaders, e o caso de LeBron James, jogador norte-americano de basquete, reflete bem o que é um KOL.

Como qualquer famoso, ele tem contrato com determinadas empresas para divulgar seus produtos. No entanto, algumas conseguem aproveitar melhor esse serviço.

O jogador é garoto-propaganda de uma marca de suplementos esportivos e, por ser conhecido como um atleta que cuida do seu corpo e da alimentação, sua opinião pode gerar uma influência maior sobre os consumidores.

Também é importante entender que um key opinion leader não precisa limitar o seu impacto a assuntos relacionados a compra de um produto ou serviço.

LeBron James abordou a violência policial contra negros nos Estados Unidos ao utilizar uma blusa com os dizeres “I Can’t Breathe” (eu não consigo respirar), última frase de um norte-americano assassinado por policiais.

LeBron James
Foto: Frank Franklin II/AP

Quais os benefícios de contar com esse profissional?

De acordo com uma pesquisa do IBOPE, mais de 47% dos usuários procura por informações sobre o produto e/ou serviço que estão interessados antes de finalizar a compra.

Assim, as avaliações são um fator importante que impactam diretamente no processo de decisão. E esse é justamente o principal benefício ao contar com um key opinion leader.

Mas não é qualquer avaliação que vai fazer a diferença. Para corroborar essa ideia, um estudo da McKinsey & Company mostra que as pessoas têm 50 vezes mais chance de finalizar uma transação ao ouvir informações de alguém que tenha experiência e relevância no assunto do que alguma avaliação em um site de uma pessoa que elas não conhecem.

Portanto, na prática, o principal benefício de contar com o auxílio de um formador de opinião nas suas estratégias de Marketing é a credibilidade.

Com alguém que entende do assunto e tem influência sobre determinado público-alvo, a tendência é que a mensagem transmitida seja muito mais efetiva do que em um anúncio simples, por exemplo.

Afinal, você confiaria mais em uma avaliação desconhecida no Google ou na palavra de alguém que, comprovadamente, entende do assunto?

Por isso, é importante contar com esse profissional para passar credibilidade para as suas ações de comunicação e ganhar, de fato, a confiança do consumidor em potencial da sua marca.

Quais passos seguir para encontrar um formador de opinião para sua marca?

O primeiro passo para encontrar um formador de opinião que possa ser útil para o fortalecimento da sua marca é compreender os desejos e demandas da sua persona.

Ou seja, entender melhor o que ela busca, quais são seus objetivos e quais são as suas referências em determinado segmento, por exemplo. Assim, é possível identificar vozes dentro do seu mercado de atuação que teriam relevância para impactar o consumidor.

Você trabalha com um e-commerce de passagens e pacotes de viagens? Então, procure por algum profissional que tenha conhecimento sobre o assunto — seja o dono de um blog conhecido que conte os relatos das suas viagens, seja um apresentador de um programa do gênero.

De nada adianta contar com os serviços de um profissional que não esteja inserido dentro do seu nicho de atuação.

Afinal, o objetivo dessa estratégia é gerar credibilidade para os seus anúncios e campanhas, e isso só vai ser possível se o público reconhecer que esse key opinion leader é, de fato, relevante para impactar a sua decisão.

Lembre-se: esse profissional precisa ter bastante conhecimento e experiência sobre um tema específico, e não é necessário que seja tão conhecido além do seu nicho de atuação.

Procurar por podcasts e canais no YouTube que tenham relevância e falem sobre o seu mercado é um caminho muito eficiente. Outra forma pode ser buscar especialistas consultados em reportagens e artigos sobre certos assuntos.

 

O que é um influenciador digital?

Agora que você já sabe o que é um key opinion leader, que tal entender as características de outro profissional que pode ter forte relevância sobre o seu público?

Na prática, influenciadores digitais são produtores de conteúdo que utilizam diferentes canais online — especialmente nas redes sociais — para influenciar o comportamento dos usuários que seguem suas páginas.

São pessoas com muitos seguidores, isto é, usuários que querem saber sobre suas rotinas e, entre outras coisas, suas recomendações de serviços ou produtos que utilizam.

Não é necessário ser especialista em um assunto, já que a sua reputação não é construída exatamente pelo seu conhecimento específico em um tema, mas sim por ser relevante para muita gente.

O principal benefício de utilizar o trabalho de um influenciador digital é potencializar o alcance das suas estratégias.

Afinal, são pessoas com muitos seguidores e que acabam divulgando o seu produto e/ou serviço para um público grande. Ou seja, para quem quer se comunicar com muitos consumidores de uma só vez, um influenciador é a opção mais indicada.

Além desse alcance potencializado, estudos comprovam que os influenciadores digitais geram certa influência sobre os seus seguidores.

Uma pesquisa do QualiBest mostra que esses profissionais são a segunda fonte mais utilizada durante o processo de tomada de decisão, ficando atrás apenas de indicações de amigos e parentes.

Dessa forma, para quem quer falar com um grande público e ainda conseguir tornar suas ações de comunicação mais eficientes e precisas, os influenciadores digitais podem ser um caminho interessante.

Como ignorar, por exemplo, os 35 milhões de seguidores no Instagram ou os 37 milhões de inscritos no canal do YouTube do Whindersson Nunes?

Instagram Whindersson Nunes
youtube do Whindersson Nunes

Portanto, essas plataformas digitais se tornam um canal profundo para apresentar a sua marca para milhões de usuários e consumidores em potencial.

Independentemente de qual seja o seu segmento de mercado, alguém dentro dessa enorme quantidade de seguidores vai se interessar pela sua marca — algo mais próximo do Marketing de Massa, por exemplo.

 

Quais as diferenças entre key opinion leaders e influenciadores digitais?

Apesar de muitas vezes serem confundidos — já que key opinion leaders também influenciam o comportamento dos consumidores —, esses dois conceitos são bastante diferentes em sua essência. A principal razão para se diferenciarem é o fato dos formadores de opinião serem especialistas e referências em um assunto específico.

O foco desse profissional não é impactar o comportamento e as tomadas de decisão dos usuários, é apenas a utilização dos seus conhecimentos para fornecer informações mais precisas para quem tem interesse em determinado assunto ou produto. Enquanto isso, influenciadores digitais vivem desse trabalho, e o objetivo é influenciar outras pessoas em suas mídias sociais.

Em resumo, formadores de opinião modificam o pensamento dos usuários a partir de conhecimentos e experiências sobre um tema, ganhando credibilidade no mercado.

Os influenciadores fazem o mesmo, mas graças ao alcance e o impacto que eles têm sobre os seus seguidores em seus processos de tomada de decisão.

 

Quais as situações ideais para cada um desses profissionais?

Para gestores eficientes, um trabalho importante é saber identificar quais são as estratégias que geram um melhor retorno para o negócio, certo?

Por isso, agora que você já sabe o que é um key opinion leader e um influenciador digital, que tal compreender melhor qual situação é a ideal para contar com os serviços de um ou do outro?

Separamos algumas dicas para você!

Quer apresentar a sua marca ou produto?

Criou um produto novo ou a sua empresa está querendo alcançar um público maior? Então, um influenciador digital é o profissional mais indicado.

A ideia não é impactar um nicho específico, mas sim um público maior. Por isso, investir nos muitos seguidores de quem produz conteúdo em diferentes canais online é a solução ideal.

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Quer um produto mais específico?

Quando o que sua empresa busca impactar é um público mais específico, o formador de opinião vai gerar mais resultados. Com a credibilidade e autoridade do key opinion leader, é muito mais fácil adentrar em um segmento fechado e ter sucesso.

Portanto, quanto mais fechado e específico for o seu público, melhor procurar por quem é referência dentro dessa área.

Quer mais quantidade?

Caso o seu objetivo seja atrair mais olhares para a sua marca, o influenciador digital é o mais indicado, já que seus seguidores são muitos e fiéis.

Pode ser bom, por exemplo, para ganhar mais relevância nas suas páginas nas redes sociais ou fortalecer o seu Brand Awareness, afinal, mais pessoas vão conhecer a sua marca, produto ou serviço.

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Quer mais qualidade?

Com os formadores de opinião você ganha em qualidade. Ou seja, em vez de atrair um grande número de usuários que não têm necessariamente interesse em comprar o seu produto e/ou serviço, você vai conseguir impactar quem está mais propenso a se tornar um cliente.

Na prática, é uma forma de qualificar esse trabalho de atração, atuando diretamente com o seu nicho.

Agora que você já sabe o que é um key opinion leader, suas principais características e como utilizá-lo em suas estratégias de Marketing, que tal se aprofundar um pouco mais na atuação dos influenciadores digitais?

Baixe nosso material e descubra como usá-los a favor do seu negócio e como identificar as melhores opções do mercado!

Infográfico sobre Influenciadores DigitaisPowered by Rock Convert

Key opinion leader vs. influenciadores digitais: qual a melhor aposta para sua estratégia? publicado primeiro em https://rockcontent.com/

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Brand publishing, Branded content, White labels e Inbound Marketing: qual a melhor prática para sua estratégia de conteúdo

Brand publishing, Branded content, White labels e Inbound Marketing: qual a melhor prática para sua estratégia de conteúdo

Conteúdos de marcas têm sido protagonistas no marketing. Empresas que querem construir autoridade, educar o mercado, engajar os consumidores e captar potenciais clientes cada vez mais recorrem às estratégias de Marketing de Conteúdo.

Mas não estamos falando novidade alguma, certo? Marketing de Conteúdo já é uma prática antiga, adotada pelas marcas antes mesmo da internet. Era essa a estratégia usada quando as marcas produziam livros de receitas como brindes na compra de micro-ondas, por exemplo.

Na web, porém, essa produção encontrou um ambiente propício para a sua explosão. Hoje, marcas de qualquer porte podem produzir e publicar o que quiserem, o que conduziu a uma produção desenfreada — e, muitas vezes, despropositada — de conteúdos.

Mas esse mercado já amadureceu bastante. Se antes as publicações não tinham sequer um planejamento, hoje muitas marcas pensam as suas estratégias de conteúdo a partir dos objetivos de marketing para ter resultados efetivos.

E um sinal desse amadurecimento é a definição de categorias e terminologias para as frentes de atuação das marcas, que pouco a pouco se tornam mais precisas.

Neste artigo, vamos falar sobre brand publishing, branded content, white labels e Inbound Marketing. Essas são as principais estratégias de conteúdo que uma marca pode seguir, usando diferentes abordagens para atingir diferentes objetivos.

Marketing de Conteúdo, afinal, é um conceito muito amplo. Então, no planejamento, não adianta dizer que você quer investir nisso — é preciso definir qual estratégia você vai seguir para atingir os resultados que deseja.

Neste texto, você verá:

Acompanhe!

 

Quais são as diferenças e semelhanças entre essas estratégias?

Antes de ver o que são brand publishing, branded content, white labels e Inbound Marketing, é importante entender os principais pontos que as diferenciam e as aproximam.

Essas estratégias estão dentro do contexto de saturação da publicidade tradicional. Se os consumidores não têm mais paciência para anúncios interruptivos, as marcas precisam produzir conteúdos que sejam relevantes. Assim, não são mais as marcas que correm atrás deles — são eles que chegam até a marca, porque percebem valor no conteúdo que ela produz.

Esse é o principal ponto que une brand publishing, branded content, white labels e Inbound Marketing. Cada estratégia, porém, tem características específicas, que geram diferentes resultados para as empresas e exigem diferentes níveis de maturidade da empresa.

Portanto, cada estratégia deve ser pensada dentro do contexto da marca, conforme os seus objetivos de marketing. Agora, vamos entender melhor cada uma delas.

 

O que é brand publishing?

Brand publishing é uma estratégia de produção de conteúdo em uma plataforma própria da marca que trata sobre assuntos do mercado em ela que está inserida.

O foco aqui não é falar sobre a própria marca ou os seus produtos. Ela até pode utilizar fontes internas como especialistas para comentar determinado assunto ou citar as suas soluções como exemplos nas publicações.

Mas os conteúdos são independentes: falam essencialmente sobre o mercado, novidades e tendências, conceitos importantes da área ou sobre o estilo de vida do público.

Para isso, brand publishing também pode abordar produtos e marcas concorrentes e outros especialistas do mercado, desde que eles tragam valor para o conteúdo e contribuam na jornada de compra do consumidor.

Em um esforço de longo prazo, a marca se coloca como principal fonte de informação e conhecimento sobre o mercado. Assim, reforça seu posicionamento como autoridade, não só para os consumidores, mas também para concorrentes, fornecedores, parceiros e sociedade em geral.

Além de gerar autoridade, outro objetivo que o brand publishing atende é aumentar o alcance da marca.

Afinal, uma plataforma que abrange todos os temas do mercado tende a atrair olhares de todos os lados e ser facilmente encontrada nas buscas do Google.

Portanto, brand publishing transforma as marcas em empresas de mídia. Em vez de pagarem para exibir seus anúncios em empresas de mídia — como canais de TV ou portais da web —, elas próprias produzem conteúdo de valor e monetizam o público atraído por meio de receitas de eventos, assinaturas, merchandising e até mesmo publicidade em sua plataforma.

Quando usar conteúdos de brand publishing?

A estratégia de brand publishing exige certa maturidade no mercado. Para criar uma plataforma que seja referência, a marca já precisa ter um público consolidado e ser reconhecida como autoridade.

Muitas vezes, ela já é líder no mercado, e o brand publishing serve para reforçar esse posicionamento.

Uma empresa nova no mercado, por exemplo, dificilmente conseguiria conquistar essa posição, pois o reconhecimento leva tempo. Ela ainda precisa ganhar a confiança do público, o que exige outras estratégias de conteúdo antes do brand publishing.

Cases de brand publishing

Uma marca que é referência em brand publishing é a Red Bull. Hoje a empresa é muito mais que uma marca de bebida energética. Além de equipes próprias e atletas patrocinados em diversos esportes, a empresa possui também a Red Bull Media House.

Trata-se de uma empresa de mídia multiplataforma, que produz tudo que é tipo de conteúdo — programas de TV, filmes, séries, transmissões ao vivo, revista impressa, mídia digital etc. —, com produções próprias ou em parceria com grandes marcas.

O foco é conteúdo esportivo, alinhado à essência da marca e ao lifestyle do público.

case da red bull

Outro case de brand publishing vem da Adobe. Você talvez já tenha usado um dos softwares da empresa, como o famoso Photoshop, mas talvez não conheça o esforço da marca em ser reconhecida como referência entre os líderes das empresas.

É com esse objetivo que a Adobe criou o CMO by Adobe, uma plataforma de notícias, entrevistas, pesquisas, insights e tendências de marketing. O conteúdo é voltado para os diretores de marketing — Chief Marketing Officers (CMOs) — e outros profissionais que liderem as empresas na direção da transformação digital.

Os conteúdos são produzidos pela equipe da Adobe, mas também por colaboradores externos.

Eles são publicados no site e distribuídos no The Wall Street Journal e no Fox Business News. Perceba, porém, que a menção à marca aparece apenas no nome do site — as publicações não servem como veículo promocional dos produtos da Adobe.

case da adobe

 

O que é branded content?

Branded content é o conteúdo produzido pelas marcas para engajar o público em torno do seu universo, que abrange a própria empresa e o mercado em que ela atua.

Os produtos da empresa, porém, não são protagonistas. Eles entram apenas como um elemento da história contada pela marca para comprovar a sua relevância na solução de problemas, necessidades e desejos do público.

Vale ressaltar que aqui os concorrentes não têm espaço. Afinal, a marca quer consolidar seu posicionamento na mente dos consumidores. Ela costuma apenas convidar especialistas e consumidores que corroborem o seu ponto de vista.

A distribuição do conteúdo é multicanal A marca pode construir uma plataforma própria para as suas publicações (como um blog ou um portal específico), mas também utilizar veículos de terceiros.

YouTube, redes sociais, e-mail marketing, até mesmo revistas e canais de TV, entre outros veículos de mídia, são usados para se comunicar com o público.

O branded content é apontado como o primeiro passo das empresas na transição do marketing de interrupção para o marketing de atração.

Branded content, afinal, não é publicidade: a intenção é oferecer publicações relevantes, que não interrompam o que o consumidor está fazendo, mas que sejam o próprio conteúdo que ele quer consumir.

Com essa estratégia, as empresas conseguem engajar uma base de usuários em torno da marca com a intenção de educar o mercado, gerar identificação com o público e aumentar o alcance. Aos poucos, fortalece a sua imagem no mercado e constrói também a sua autoridade.

Quando usar conteúdos de branded content?

Branded content não exige tanta maturidade da empresa no mercado quanto o brand publishing.

Afinal, ela não precisa ser reconhecida como autoridade para produzir seus próprios conteúdos. Esse é um dos passos para ela começar a se posicionar como referência para o público e, quem sabe, investir em brand publishing futuramente.

Aliás, o brand publishing é apontado como uma evolução do branded content. No caso do brand publishing, a marca já tem sua autoridade consolidada — ela não se preocupa em promover seus produtos ou vê problemas em citar concorrentes, por exemplo, porque está segura com a sua posição no mercado.

Já o branded content é uma estratégia para construir a audiência que vai ajudar a consolidar a autoridade da marca.

Cases de branded content

De artigos patrocinados em revistas a videoclipes de música, de vídeos de reviews de produtos a webséries no YouTube — o branded content pode ter diversos formatos e abordagens. O que importa é que o conteúdo engaje, informe e encante o público.

Uma empresa que sabe muito bem como fazer isso é a Lego. A empresa se consolidou como a marca com a maior audiência no YouTube (segundo a Socialbakers), produzindo branded content de qualidade para o seu canal, em total alinhamento com o público.

Não bastasse isso, a empresa lançou, em 2013, o Lego Movie, o primeiro longa-metragem. São duas horas de branded content, que reforça valores importantes para a marca.

O filme coloca o produto como elemento essencial da história, mas sem vendê-lo diretamente.

  

Outra marca que trabalhou bem o branded content foi a Honda. Em 2014, a banda OK Go, conhecida pelos seus divertidos videoclipes, lançou o vídeo da sua música “I Won’t Let You Down”.

Nesse vídeo, os integrantes da banda se divertem com os monociclos UNI-CUB da Honda — embora não haja nenhuma menção direta à marca.

Perceba que o produto não é o protagonista, mas se apresenta como uma solução para os consumidores se divertirem, como a banda fez. E o conteúdo, leve e atrativo, gera uma identificação direta com o público.

  

 

O que são white labels?

White label é uma estratégia de conteúdo focada na cobertura jornalística sobre o mercado, que funciona como um negócio paralelo para a marca.

O foco dos conteúdos não é a própria marca, nem os seus produtos — é a publicação de hard news sobre o mercado em que ela atua.

Portanto, as soluções da empresa, bem como as dos concorrentes, podem aparecer como notícias ou em textos de colunistas, no lançamento de um produto ou uma nova contratação, por exemplo. Mas a intenção não é vendê-las diretamente.

Há espaço também para a publicidade paga, tanto da marca proprietária, quanto dos concorrentes. Essa é uma das formas de monetização da plataforma, que tende a atrair um grande tráfego de visitantes em busca de atualizações sobre o mercado.

White label não é um conceito exclusivo do Marketing de Conteúdo. A expressão pode ser traduzida como “etiqueta branca”, inspirada em marcas de roupas que compram peças prontas e apenas aplicam sua identidade nas etiquetas.

O conceito, portanto, diz respeito a um modelo de negócio em que a marca proprietária cria um produto ou serviço e permite que outras empresas comercializem com a sua própria marca.

Na estratégia de Marketing de Conteúdo, white label significa que a empresa cria uma plataforma própria, mas utiliza com outra marca desvinculada a ela. 

Quando usar white labels?

White labels são bastante comuns em mercados comoditizados ou com grande dificuldade de penetração. A empresa não pretende construir autoridade ou engajar em torno da sua marca.

O objetivo é essencialmente gerar bastante tráfego para obter dados valiosos sobre o mercado, além de vender espaços de mídia que gerem retorno financeiro.

Porém, uma plataforma que funciona como hub de notícias sobre um mercado aborda também temas delicados — crises, polêmicas, tendências negativas —, o que exige cuidado para “não dar um tiro no pé”.

Cases de white labels

Um exemplo bem-sucedido de publisher white label é a XP Investimentos, que criou o site InfoMoney para publicar notícias do mercado financeiro. Trata-se de um dos principais sites sobre o tema no Brasil, que atrai milhões de visitantes.

Porém, o nome da marca XP não aparece no site como proprietária ou patrocinadora — ela está apenas na cobertura do mercado, quando há alguma notícia relevante.

case infomoney

 

O que é Inbound Marketing?

Inbound Marketing é uma estratégia de conteúdo orientada pelas etapas do funil de vendas — atração, nutrição e conversão — e focada na geração de leads e no relacionamento com o público.

Trata-se de uma abordagem de marketing de atração, em que a intenção é trazer os consumidores até a marca, captar os seus dados e depois nutri-los até o momento da venda. Nesse processo, a produção de conteúdos relevantes é o combustível da estratégia.

Para isso, as marcas podem usar diferentes canais. Geralmente, o blog da empresa centraliza os conteúdos para as diferentes etapas do funil, mas especialmente do topo. Mas ela também pode usar as redes sociais para gerar tráfego, o YouTube para educar o público e o e-mail marketing para nutrir os leads, por exemplo.

A abordagem sobre os produtos da marca nos conteúdos de Inbound Marketing vai se aproximando à medida que as etapas do funil avançam.

No início, pouco se fala sobre os produtos. O objetivo inicial é tratar de temas amplos, que são mais procurados no Google, e gerar uma proximidade com a marca, já que o público sequer conhece a empresa ainda.

O sinal de que a marca conseguiu conquistar a confiança do visitante do blog é o fato de ele informar seus dados de contato. Em formulários de captura, a marca coleta os dados dos interessados e passa a tratá-los como leads.

Nesse momento, ela já pode começar a abordar seus produtos como soluções para a necessidade que o consumidor está querendo resolver. 

Durante o processo de nutrição dos leads, os conteúdos devem ajudá-los a amadurecer a decisão de compra, considerando a marca como a principal possibilidade de solução.

Enfim, na etapa de conversão, a abordagem é centrada nos produtos. Com um conteúdo persuasivo, então, a intenção é fechar a venda.

A marca deve mostrar os benefícios funcionais e emocionais do produto, criar tutoriais, guias e comparativos, disponibilizar ferramentas e demonstrações. Aqui não há problema em citar o concorrente, desde que seja para apontar uma diferenciação do produto. 

O Inbound Marketing se popularizou a partir dos anos 2010 e chegou a ter um desgaste. Algumas marcas adotaram práticas agressivas ou não souberam adequar os conteúdos à jornada de compra, o que tornou o Inbound Marketing tão incômodo quanto a publicidade tradicional.

Porém, essa é uma estratégia essencial para captação de leads e crescimento da base. Na pesquisa Content Trends 2019, 83,4% das empresas informaram que a geração de leads é o principal objetivo da sua estratégia de Marketing de Conteúdo.

Portanto, o Inbound Marketing tem um papel importante nas estratégias de conteúdo. Se for combinado com outras abordagens que citamos, os resultados tendem a ser ainda melhores, já que a estratégia não se desgasta.

Inbound Marketing 2.0Powered by Rock Convert

Quando usar conteúdos de Inbound Marketing?

No momento de popularização do Inbound Marketing, a estratégia foi propagada como uma solução para qualquer negócio. E esse é um motivo para ela ter se desgastado.

Essa estratégia exige que a empresa tenha um modelo de vendas definido e estruturado. Não adianta produzir conteúdos para o funil se você ainda não organizou as tarefas, os responsáveis e as metas de cada etapa.

Portanto, antes de criar conteúdos para Inbound Marketing, é necessário estruturar a empresa, especialmente as equipes de marketing e vendas, que devem atuar alinhadas.

Isso costuma ser mais comum nas empresas B2B, que costumam ter um processo de vendas mais longo, o que permite visualizar claramente cada etapa do funil.

Além disso, a empresa precisa ter a percepção correta da abordagem e do tipo de conteúdo que deve ser produzido em cada etapa. Caso contrário, pode gerar conflito com o consumidor e afastá-lo da marca em vez de atraí-lo.

Cases de Inbound Marketing

Inbound Marketing se tornou uma estratégia popular e gerou vários cases. Trouxemos aqui o exemplo de duas empresas que se destacaram por colocarem o conteúdo de Inbound Marketing no centro das suas estratégias e chegaram ao resultado mais esperado: a geração de leads.

Um dos exemplos é a ContaAzul, uma startup B2B que oferece uma plataforma online de gestão financeira.

Desde o começo do negócio, o blog da empresa centralizou os conteúdos da marca, com dicas sobre gestão, finanças e contabilidade para pequenas empresas, além de materiais como planilhas e guias.

A empresa também percebeu a oportunidade da trabalhar com os contadores. Para isso, criou um blog especificamente para esse público, cuja intenção também é gerar leads para o negócio.

case conta azul

Outro exemplo vem de um negócio B2C, a Racon Consórcios. Essa administradora de consórcios precisava tornar o seu negócio mais amigável e de fácil compreensão para o público, com a intenção de educar o mercado e gerar leads para a empresa.

Para isso, a empresa passou a produzir conteúdos alinhados à sua persona para o blog, além de materiais gratuitos, como e-books e planilhas, com a intenção de captar os contatos de interessados.

Assim, a empresa conseguiu conquistar mais de 70% do tráfego orgânico do domínio Racon e mais de 40% dos leads gerados com o blog.

Aqui você pode ler mais sobre o case da Racon com a Rock Content.

case racon

Enfim, a profissionalização e o amadurecimento do Marketing de Conteúdo definiram melhor as possibilidades de estratégias. Dessa forma, as empresas têm mais clareza para definir as suas frentes de atuação, de acordo com os resultados que desejam obter.

Então, já consegue identificar qual tipo de estratégia se encaixa melhor para a sua empresa?

Analise o momento do seu negócio e o seu mercado de atuação para entender se deve adotar brand publishing, branded content, white labels ou Inbound Marketing. Mas considere também que essas estratégias podem se complementar para atender a diferentes objetivos do seu negócio.

Aqui na Rock Content, trabalhamos com todos esses tipos de conteúdos. Se você quer ter melhores resultados com Marketing de Conteúdo, fale agora com um dos nossos consultores. Vamos ajudar você a escolher a melhor estratégia para a sua marca!

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Como impulsionar o tráfego do seu blog com a técnica Skyscraper?

técnica skyscraper

O Inbound Marketing vem se consolidando cada vez mais no mercado e conta com a adesão de novas empresas todos os meses.

No entanto, como todo efeito positivo também traz consequências, a concorrência para continuar nas primeiras páginas dos buscadores aumentou drasticamente.

Com isso, blogs e sites precisam repensar constantemente suas técnicas de SEO para continuar bem posicionados no ranking dos principais buscadores, pois apenas escrever bons conteúdos pode não ser mais o suficiente.

Além disso, as próprias atualizações dos sites de busca e as mudanças nas relações entre empresas e consumidores fazem do rankeamento um jogo interessante para quem quer estar sempre no topo.

Uma das estratégias que vêm sendo utilizadas como uma das novidades em Search Engine Optimization é aproveitar os bons conteúdos da concorrência para melhorar a experiência do cliente que está buscando saber mais sobre um assunto específico. Essa é a técnica conhecida como Skyscraper.

Conheça mais sobre essa interessante estratégia e entenda como aplicá-la no seu blog. Para que você não perca nenhum detalhe, organizamos este artigo da seguinte forma:

Continue a leitura e confira!

 

O que é Skyscraper?

O Skyscraper é uma técnica de SEO que visa construir bons links externos para um blog post. Consiste basicamente em definir uma palavra-chave que seja importante para o negócio e analisar os resultados ao pesquisá-la nos mecanismos de busca.

Em seguida, a ideia é selecionar um conteúdo do concorrente que seja muito bom, relacionado à palavra-chave escolhida. Esse material precisa ser relevante, além de apresentar um bom rankeamento.

Feito isso, é preciso analisar os aspectos que o tornam tão relevante para os buscadores, ou seja, identificar os pontos positivos que fazem o material se destacar.

Depois dessa análise, é hora de pensar em formas de fazer um conteúdo melhor! É importante considerar se há alguma informação ou atualização que pode ser adicionada e, principalmente, se existe algum conhecimento específico que sua empresa pode agregar ao material.

Em resumo, na técnica Skyscraper, você constrói um excelente conteúdo com base em algo já criado antes.

E conteúdo bom tem que ser divulgado, certo? Por isso, a próxima etapa dessa estratégia é entrar em contato com os sites que indicavam o conteúdo do concorrente para que eles direcionem para a sua nova versão — melhor e mais atualizada.

Essa é uma técnica que aumenta as chances de ter um link building altamente qualificado em cada conteúdo trabalhado. 

No entanto, para uma boa estratégia de marketing, antes mesmo de selecionar uma palavra-chave ou tema, é essencial analisar se vale a pena investir na técnica de Skyscraper para o assunto específico.

Isso porque, antes de mais nada, o conteúdo precisa ser relevante para o seu público, a fim de construir a autoridade que você precisa no seu nicho.

Como a ideia é trazer mais tráfego e potenciais clientes, atrair o público errado por meio de conteúdos que não são ideais para o seu negócio pode se mostrar uma péssima ideia.

O Skyscraper também é conhecido como Marketing de Conteúdo para link builders, e pode funcionar para quem não tem um orçamento alto ou contato com sites de maior relevância, bem como influenciadores do mercado.

 

Para que serve essa estratégia?

O objetivo principal do Skyscraper é construir a autoridade da marca por meio de conteúdos valiosos.

Nessa técnica, isso é feito usando a relevância de sites de alta influência no mercado, que têm como papel indicar o conteúdo. Ou seja, o objetivo é reforçar o link building para o seu site.

O foco principal é proporcionar um conteúdo melhor para a persona, que agregue valor ou a ajude a resolver determinado problema.

Além disso, levando em conta todas as análises necessárias, essa também é uma técnica que permite identificar o nível de maturidade e competição do seu mercado.

 

O Skyscraper é uma técnica ética?

Se utilizado da maneira correta, o Skyscraper pode gerar bons resultados. Ao mesmo tempo, é essencial ficar atento a alguns pontos.

Essa técnica não é um tipo de permissão para pegar o conteúdo ou a ideia de um concorrente e tomá-la para si. Além dessa ação caracterizar plágio — que é crime —, se apropriar do material de outra empresa é também antiético e, no mínimo, antiprofissional.

É essencial colaborar com um mercado ético e justo, em que a concorrência sirva para elevar o conhecimento de todos.

Pensando nisso, é importante reforçar que o objetivo do Skyscraper é analisar o que já existe de bom no mercado e aprimorá-lo, ou seja, colocar em prática uma ideia da sua empresa e que agregue conhecimento ao público.

A técnica Skyscraper não é uma simples cópia de conteúdo, com acréscimo de alguns detalhes para disfarçar. Estamos falando em criar algo único e superior ao que é encontrado nas pesquisas dos buscadores.

Até mesmo porque, por definição, o seu conteúdo precisa estar claramente melhor do que qualquer outro que tenha sido produzido antes. Se ele for igual, parecido ou apenas minimamente superior, por que os sites que recomendavam o material antigo trocariam a recomendação para o seu, concorda?

Como essa técnica não emprega o uso de tráfego pago, de influência ou algo parecido para conquistar os links, o conteúdo precisa necessariamente ser mais qualificado. Por isso, quem for produzi-lo precisa ter domínio e conhecimento sobre o que vai ser apresentado.

 

Como funciona a técnica Skyscraper?

Agora que já vimos o que é e para que serve a técnica Skyscraper, é hora de explicar passo a passo como a estratégia funciona. Confira!

Escolha uma palavra-chave que seja importante

Como ressaltamos, a palavra-chave precisa ser relevante para o público e para o seu negócio, e o conteúdo deve ter como base esse elemento. Isso é essencial para trazer maior autoridade para o seu blog.

Encontre um conteúdo com excelente desempenho de backlinks

O próximo passo é analisar os conteúdos já presentes na web para encontrar um que tenha bom compartilhamento nas redes sociais, além de muitos backlinks de outros sites que o recomendam.

Para isso, é importante utilizar uma ferramenta que faça essa análise. As mais indicadas para esse estudo são: Ahrefs, SEMrush e BuzzSumo. Com elas, você consegue inclusive ver quais sites direcionaram links para o artigo que você escolheu.

backlinks para a wikipedia, segundo o ahrefs

As três são pagas, mas disponibilizam um tempo grátis de teste. Uma quarta opção — e gratuita — é o Moz, uma extensão para Google Chrome e Mozilla Firefox, que também pode auxiliar nessas pesquisas.

Faça a análise dos artigos

Ao selecionar um conteúdo de um blog concorrente, é importante realizar algumas perguntas, como: por que esse artigo foi tão recomendado? O que ele tem de especial?

Mais do que fazer uma simples análise do conteúdo externo, você precisa identificar certos elementos para criar um conteúdo ainda melhor. Veja algumas dicas para facilitar essa análise:

  • descubra quais são os tipos de conteúdo mais compartilhados nas redes sociais e os mais recomendados por outros blogs;
  • acompanhe os assuntos mais buscados e compartilhados pelo público;
  • observe de que forma os textos foram escritos (são mais informativos ou persuasivos) e qual a linguagem utilizada;
  • veja o formato utilizado para divulgar as informações (texto, vídeo, imagem etc.) e identifique o favorito do público que pretende alcançar;
  • guarde as melhores ideias do conteúdo para usar de alguma forma no seu blog — como inspiração, não como plágio.

De preferência, organize suas escolhas entre os artigos com maior apelo nas redes sociais e os mais recomendados pelos sites. Assim, é possível explorar melhor o comportamento nessas duas frentes e realizar uma análise mais profunda.

Às vezes, um tema que tem maior apelo nas redes sociais não apresenta o mesmo sucesso nos blogs, e vice-versa — principalmente com relação ao formato do conteúdo.

Coloque a mão na massa

Após escolher o artigo com a melhor performance, é hora de verificar de que forma você pode aprimorá-lo.

Algumas ideias são ampliar o tamanho do texto, adicionar mais imagens para exemplificar a parte escrita, inserir vídeos e atualizar os dados apresentados.

Algumas vezes, apenas a mudança no design das imagens já dá uma cara nova para um conteúdo que foi lido muitas vezes e o torna mais atrativo e interessante.

Enfim, é preciso que você selecione algo que faça as pessoas sentirem a necessidade de optar pelo seu conteúdo, em vez da primeira versão.

Busque sites para linkarem para o seu conteúdo

Promover o seu conteúdo nas redes sociais auxilia muito na divulgação, mas o maior objetivo da técnica Skyscraper é fazer com que outros sites realizem links para o seu artigo.

Por isso, ele precisa apresentar ideias mais relevantes, pois dessa forma será escolhido para complementar outros conteúdos.

Uma das vantagens do Skyscraper é obter recomendações qualificadas para o seu conteúdo. Isso porque os blogs que estão no seu radar já indicaram links similares ao seu e, dessa forma, provavelmente já contam com um público com perfil interessado nos serviços e produtos que você oferece.

Então, a ideia é entrar em contato com os responsáveis por esses blogs e indicar o conteúdo desenvolvido pelo seu negócio, destacando que ele pode complementar os conteúdos divulgados nessas páginas, tornando-as mais atrativas para o público.

Mas lembre-se que esses são contatos frios, ou seja, de pessoas que você não conhece. Assim, não espere 100% de indicações para o seu novo material.

Qualquer link obtido por meio dessa técnica representa uma fatia maior do seu mercado, portanto, não deixa de ser uma oportunidade para alcançar bons resultados.

Além disso, ao escrever um conteúdo bom, você provavelmente conseguirá links de forma orgânica, de blogs que a princípio nem estavam no seu radar.

Guia Prático para Divulgação de ConteúdosPowered by Rock Convert

 

Como aplicar essa técnica em um blog?

Para publicar um conteúdo usando a técnica Skyscraper, você pode se basear em uma das nossas sugestões de como otimizar um material já divulgado na web:

  • aprimorar o foco em ideias mais específicas, caso ache que o post esteja muito genérico;
  • aplicar correções ou atualizações sobre o assunto, além de novos tópicos relacionados;
  • apresentar diferentes ideias sobre algo que sua empresa já tenha falado ou mesmo um nova abordagem sobre o artigo analisado.

Por exemplo, se a primeira versão do conteúdo apresenta 10 dicas sobre determinado assunto, por que não escrever um artigo para o seu blog que contemple 25 dicas do mesmo tema?

No caso de um conteúdo estruturado em formato de lista, uma ideia interessante é escrever e desenvolver um pouco mais sobre cada tópico, em vez de apenas listá-los.

Finalmente, otimizar a parte visual do conteúdo, adicionando imagens que complementem o texto ou trabalhando mais o design, é uma ótima estratégia. Independentemente das alterações realizadas, o artigo precisa ser relevante a apresentar de forma clara as informações que a persona procura.

Existe uma frase do Brian Dean, do Backlinko, que mostra o porquê da técnica Skyscraper ter sucesso: “É da natureza humana ser atraído para o melhor” (em tradução livre).

Com o Skyscraper, você consegue ter ideias e enxergar novas possibilidades de abordagem de conteúdo que talvez não teria de outra forma.

A inspiração — e não o plágio — fazem parte do amadurecimento de qualquer nicho de mercado, além de contribuir para melhorar a experiência dos clientes, que vão encontrar cada vez mais materiais que os auxiliem a tomar as melhores decisões de compra.

Vale lembrar também: atualize os conteúdos do seu blog constantemente para mantê-los sempre relevantes para o seu público-alvo.

E você já ouviu falar em Link Juice? Essa é mais uma estratégia muito interessante para SEO e rankeamento. Conheça mais sobre esse conceito e seus impactos nas estratégias digitais acessando o nosso artigo!

Como impulsionar o tráfego do seu blog com a técnica Skyscraper? publicado primeiro em https://rockcontent.com/